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"O Carniceiro da Bósnia". Morreu Ratko Mladic no centro de detenção da ONU
O ex-general sérvio que comandou o Massacre de Srebrenica contra mais de oito mil bósnios, em 1995, morreu aos 84 anos, em Haia, confirmou um funcionário das Nações Unidas.
Filho de um combatente da Segunda Guerra Mundial, Mladic era apenas um oficial no antigo Exército Popular Jugoslavo no início da desintegração do território, em 1991.
Enquanto chefe do Exército da República Sérvia, liderou aquela que é considerada a pior atrocidade na Europa desde a Segunda Guerra Mundial – o ataque em massa em Srebrenica, “zona de segurança” da ONU durante a Guerra da Bósnia (1992-1995).
"Mladic é um símbolo de todos os crimes horríveis que aconteceram durante a guerra. As nossas meninas foram violadas e os meninos assassinados. Não há diferença para Hitler”, afirmou Munira Subasic, mãe e mulher de duas vítimas das forças militares sérvias.
O exército de Mladic lutava através de um modelo que assentava na brutalidade e na tradição guerreira sérvia. Algumas das vítimas nas mãos do “carniceiro da Bósnia” foram aprisionadas, deixadas ao calor sem comida e sem água e, de seguida, executados.
O antigo general foi preso em 2011 e, apesar do estado de saúde cada vez mais fragilizado, os recursos para a libertação foram continuamente rejeitados até ao dia da sua morte, por não estar nos interesses da justiça.
Enquanto chefe do Exército da República Sérvia, liderou aquela que é considerada a pior atrocidade na Europa desde a Segunda Guerra Mundial – o ataque em massa em Srebrenica, “zona de segurança” da ONU durante a Guerra da Bósnia (1992-1995).
O objetivo passava por levar a cabo a missão de construir uma “Grande Sérvia”, expulsando muçulmanos bósnios, croatas e outros não-sérvios da região.
O ex-general cumpria pena de prisão perpétua por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade e estava acusado de conspiração criminosa pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIY).
Mladic integrava o trio composto por Slobodan Milosevic, presidente jugoslavo, e Karadzic, antigo líder sérvio-bósnio, procurado pelo TPIY por longos anos.
"Mladic é um símbolo de todos os crimes horríveis que aconteceram durante a guerra. As nossas meninas foram violadas e os meninos assassinados. Não há diferença para Hitler”, afirmou Munira Subasic, mãe e mulher de duas vítimas das forças militares sérvias.
O exército de Mladic lutava através de um modelo que assentava na brutalidade e na tradição guerreira sérvia. Algumas das vítimas nas mãos do “carniceiro da Bósnia” foram aprisionadas, deixadas ao calor sem comida e sem água e, de seguida, executados.
O antigo general foi preso em 2011 e, apesar do estado de saúde cada vez mais fragilizado, os recursos para a libertação foram continuamente rejeitados até ao dia da sua morte, por não estar nos interesses da justiça.